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Me fez refletir

  • integralizablog
  • 6 de jun. de 2021
  • 1 min de leitura

Atualizado: 15 de jun. de 2023

Entrei na sala e pensei que seria mais uma consulta ginecológica de rotina. Depois de me apresentar, os dois alunos começaram a me passar a história. Taís, 26 anos, dor pélvica crônica, infertilidade, disfunção sexual, diagnóstico prévio de endometriose, tratamento prescrito, abandono de tratamento, auto-medicação. E Taís na minha frente inquieta, incomodada, agitada. Precisei parar e pergunta se estava se sentindo bem. Disse que sim. Agora eu, inquieta, incomodada, agitada. A consulta segue, chega a hora do exame ginecológico e a inquietação vai crescendo dentro de mim. Conduta a ser definida? Saio um pouco para respirar. Volto mais tranquila. O tratamento é o mesmo que já havia sido prescrito em outro serviço, os exames são os mesmos já realizados, apenas sugiro um acompanhamento psicoterápico para controle da ansiedade, ressalto a importância disso para a sua saúde física e emocional.


E me pergunto por que a história de Taís me incomoda tanto. O que vejo nela que é meu? O que eu tenho de crônico na minha vida que não quero resolver?

Após a saída de Taís, um suspiro coletivo, meu e dos dois alunos. Percebo que foi difícil também para eles. Não sei se Taís irá seguir a conduta recomendada. Não sei se irá retornar. Só espero estar melhor preparada para atendê-la.

Autoria: Nina Rosa.

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